Thursday, August 28, 2008

 

You don't mess with the Middle East

Zohan – O Agente Bom de Corte
Diretor: Dennis Dugan
113 min.

Adam Sandler é uma das celebridades cômicas mais carismáticas de Hollywood, já são treze anos de filmes de sucesso. Suas escolhas de projetos nem sempre rendem bons filmes, mas nunca falham na bilheteria tornando Sandler em uma das celebridades mais requisitadas do ramo. Seu último filme “Zohan – O Agente Bom de Corte” [eu ainda vou compreender a necessidade dos Brasileiro de colocar esses subtítulos ridículos] conta a odisséia de um agente da milícia israelense que larga a guerra para se tornar cabeleireiro em Nova York.
Em Israel Zohan (Sandler) colhe os louros da fama, afinal ele é uma imbatível máquina de guerra e todos o amam e o respeitam, porém a insensatez e longevidade da guerra fazem com que ele se canse de tudo e opte por uma carreira mais amena; a de estilista de cabelos. Zohan é sem dúvida um dos personagens cômicos mais cativantes e interessantes dos últimos anos, um mistura entre a brutalidade de Chuck Norris e cara-de-pau de Borat. Nada parece impossível para o personagem que desafia os limites da física em cenas hilárias, como a dele pagando apoio ou perseguindo um jetski a nado. O filme também acerta em algumas piadas politicamente incorretas, principalmente nas discussões calorosas entre palestinos e israelenses e nas milhões de cenas em que todos alimentos são mergulhados em hummus (um tradicional e popular molho árabe). Ao chegar à América Zohan fica conhecido pelos seus cortes retrógrados, pois a revista que ele considerava atual tinha vinte anos de idade, e os “prazeres extracurriculares” que dá à suas clientes entre cada intervalo. E é exatamente neste ponto que o filme falha, a sucessão de piadas de sexo e genitálias são repetitivas e sem criatividade. Mesmo tendo como um dos roteiristas Judd Apatow, o reponsavel pelos ótimos e ousados Ligeiramente Grávidos, Virgem de 40 Anos e Superbad, o filme acaba caminhando para o velho final politicamente correto, com palestinos e israelenses de mãos dadas e esquecendo as brigas do passado dando ao filme um ar infantil, imaturo e covarde.

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