Monday, February 25, 2008
Senhores do Crime
Marcas da Violência
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David Cronenberg é um dos diretores atuais que possui voz e discurso únicos, assim como Tim Burton e M. Night Shyamalan; sendo uma de suas características a incrível habilidade de construir e desconstruir personagens como é mostrado de forma literal em "A Mosca" e de modo mais sutil, porém mais visceral, em seus dois últimos projetos; "Marcas da Violência" e "Senhores do Crime"; ambos com Viggo Mortensen. Enquanto no primeiro a violência era algo latente esperando a hora de emergir o segundo começa com uma das cenas mais violentas dos últimos anos.
Morstensen interpreta Nikolai, um homem de passado violento e que atualmente está no fundo da pirâmide da máfia russa em Londres. Ele é o motorista e faxineiro dos erros de Kirill, filho do chefão da Vory V Zakone, um jovem violento e mimado. Sua atuação, a melhor de sua carreira, consegue apagar de vez da mente do espectador a imagem de Aragorn, seu personagem na trilogia de Senhor dos Anéis. Mesmo com um forte sotaque russo não há nada de exagerado em sua atuação. Sua periculosidade parte de seus olhos e expressão corporal já que não vemos nenhuma atitude violenta dele em si. A morte de uma jovem que acabou de dar luz e seu diário ligam a personagem de Naomi Watts a esse mundo de violência e corrupção.
A violência, no entanto é um pano de fundo para mostrar uma história de redenção e perseverança. Todos os personagens principais vão lentamente perdendo suas máscaras e assim mostram uma dicotomia entre o que são e o que parecem ser. O chefão Seymor aparenta ser um avô recatado ao ensinar a sua neta a tocar violino com emoção, enquanto por outro lado é capaz de cometer um dos piores delitos a uma garota inocente. O seu filho Kirill luta pelo seu afeto e reconhecimento, mas faz isso através do crime e da violência, além de aos poucos revelar certas características homossexuais. Ana, personagem de Naomi Watts, parece ser doce e inocente, mas mostra coragem ao enfrentar os homens mais perigosos de Londres. Amarrando a história destes personagens há um segredo que é revelado logo após uma das cenas mais brutais e corajosas da história do cinema. Um filme forte e diferente, típico do homem que assina a direção.
Morstensen interpreta Nikolai, um homem de passado violento e que atualmente está no fundo da pirâmide da máfia russa em Londres. Ele é o motorista e faxineiro dos erros de Kirill, filho do chefão da Vory V Zakone, um jovem violento e mimado. Sua atuação, a melhor de sua carreira, consegue apagar de vez da mente do espectador a imagem de Aragorn, seu personagem na trilogia de Senhor dos Anéis. Mesmo com um forte sotaque russo não há nada de exagerado em sua atuação. Sua periculosidade parte de seus olhos e expressão corporal já que não vemos nenhuma atitude violenta dele em si. A morte de uma jovem que acabou de dar luz e seu diário ligam a personagem de Naomi Watts a esse mundo de violência e corrupção.
A violência, no entanto é um pano de fundo para mostrar uma história de redenção e perseverança. Todos os personagens principais vão lentamente perdendo suas máscaras e assim mostram uma dicotomia entre o que são e o que parecem ser. O chefão Seymor aparenta ser um avô recatado ao ensinar a sua neta a tocar violino com emoção, enquanto por outro lado é capaz de cometer um dos piores delitos a uma garota inocente. O seu filho Kirill luta pelo seu afeto e reconhecimento, mas faz isso através do crime e da violência, além de aos poucos revelar certas características homossexuais. Ana, personagem de Naomi Watts, parece ser doce e inocente, mas mostra coragem ao enfrentar os homens mais perigosos de Londres. Amarrando a história destes personagens há um segredo que é revelado logo após uma das cenas mais brutais e corajosas da história do cinema. Um filme forte e diferente, típico do homem que assina a direção.
Momento para a eternidade: Nikolai enfrenta, completamente nú, dois capaganas que o atacam em uma sauna.
