Thursday, March 06, 2008
Ready for a bit of the old ultra-violence
Muitos esperam ansiosamente para ver a última atuação de Heath Ledger como o Coringa no novo filme do Batman, papel que ficou marcado por Jack Nicholson que criou a sua própria versão ao focar sua atenção na comédia e no absurdo. O Coringa de Ledger é calcado na figura dos quadrinhos e sua construção do personagem tem como livro de cabeceira a obra “A Piada Mortal” de Alan Moore, na qual o Coringa aleija e estupra Bárbara Gordon, filha do comissário Gordon e também a Batgirl. Ele depois tortura o policial mostrando fotos do ato para provar para Batman que "qualquer um" pode enlouquecer após um dia ruim.
Citar o nome de Alan Moore é clichê quando se comenta obras em quadrinhos de excelência, mas isso ocorre por um motivo. Ele é o que Shapeskeare foi para o Teatro, o que Aristóteles foi para a poética e o que Hitchcock foi para o cinema, ele é o Olimpo das HQs (historia em quadrinho). Moore foi o primeiro a traçar de forma crível e eficaz um paralelo entre Batman e Coringa. Ambos são frutos de um momento de violência e decidem se tornar figuras das sombras que infringem as leis para conseguirem o que querem. Enquanto um procura por vingança para atingir certa paz interior o outro usa sua insanidade como método de justificar o caos e suas ações. Eles são faces diferentes de uma mesma moeda, sendo o que os separa é o senso de responsabilidade.
Esperem uma atuação demoníaca e insana, uma espécie de mistura entre Alex DeLarge de “Laranja Mecânica” e Hannibal Lecter de “Silêncio dos Inocentes”. O método de Stanislavski diz que o ator deve virar o personagem, descobrir o que ele faz quando está só, o que faz ele rir e todos os seus maneirismos. Não gosto de pensar nos traumas psicológicos que um personagem tão deturpado como o Coringa pode causar em um ator tão dedicado como Heath Ledger.
Estréia nos EUA - 18 Julho 2008
Assista ao trailer do filme aqui
Leitura Obrigatória - Links para download
Cavaleiro das Trevas – Frank Miller
A Piada Mortal – Alan Moore
O Homem Que Ri – Ed Brubaker
