Wednesday, September 17, 2008

 

Em Terra de Cego...


É curioso como o cinema busca na literatura, uma mídia completamente diferente, fontes de inspiração para seus projetos. É de conhecimento popular a expressão “bons livros rendem filmes ruins”, fato que se dá pela forma diferente de apreciação das duas artes, na literatura decodificamos as letras para apreciar “imagens”, enquanto no cinema apreciamos imagens para decodificar interpretações textuais (seja na forma do pensamento, de uma crítica, uma resenha etc). O fato permanece que quem leu o “Ensaio Sobre a Cegueira” de Saramago contemplava em palavras um mundo cego, algo que tecnicamente falando parecia inconcebível na película. Antes mesmo de entrar no cinema, eu como espectador e leitor, decidi que a forma que seria mais justa ao filme era ignorar o fato de ser uma releitura de uma outra obra. Porém ao contemplar os créditos finais percebi que de certa maneira estava enganado, pois para realmente apreciar o trabalho de Fernando Meirelles e Don McKellar é preciso ter o livro como background. Enquanto Saramago consegue tornar cego o leitor de seu livro, Meirelles consegue o mesmo efeito através de seus próprios artifícios. Ao invés de usar o velho artifício da tela vazia para arrematar o espectador a visão em primeira pessoa de um cego, Meirelles nos torna cego ao deixar em suspenso certas imagens. Isso fica bem claro na cena do estupro que no livro é apresentada de perto com palavras angustiantes e no filme nos é mostrado na escuridão, sem foco e de certa forma distante. Não precisamos ver para sentir a dor daquelas mulheres.
A fotografia do filme é uma constante prova do talento de Fernando Meirelles que se mostra um dos diretores mais eficientes no que se trata no trabalho de imagens. Meirelles aplica a obra o mesmo apuro fotográfico que aplicou em “Cidade de Deus”, porém com mais audácia e consistência e em certos momentos lembra a decupagem refinada de “Cidadão Kane” de Orson Welles e “2001 – Uma Odisséia no Espaço” de Stanley Kubrick. Isso fica claro nas primeiras cenas em que vemos o primeiro cego sendo levado pelo ladrão para sua casa e no reflexo do pára-brisa, que preenche a tela, vemos os personagens serem engolidos por reflexos brancos de alguma fonte de luz. Ao chegar ao confinamento forçado à personagem de Julianne Moore passa por um ambiente cheio de vidros que por estarem em certa disposição nos mostram, através de reflexos, uma inversão do andamento continuo da personagem como se ela estivesse andando em várias direções ao mesmo tempo, o perfeito exercício de um plano carregado de intensidade.
Julianne Moore, que por anos vem se mostrando uma das atrizes americanas mais refinadas, interpreta a única humana na história que vive, sente, ouve, cheira, toca e vê a ruína da sociedade. Dona de uma coragem e humanidade impar, o que ela é capaz de agüentar e perdoar parece algo incompreensível ao mero mortal e talvez por isso seja ela a “escolhida” como testemunha ocular dos eventos. Moore é literalmente o fio condutor da história e é a humanidade dela que zela o destino daqueles que a acompanham. A cegueira branca funciona como um catalisador da nossa “crise de identidade” que Stuart Hall analisa, e o grupo de pessoas que se acolhem de baixo dos braços da personagem que enxerga, quer queira ou não, sofrem menos dessa crise de identidade que os outros mortais, pois nela está a figura da “normalidade”, pela falta de uma melhor palavra. Para quem leu o livro de Saramago, o personagem Rei da Ala 3 é a personificação do lado mais obscuro, sujo e corrupto da masculinidade sendo ele o responsável por um dos atos mais cruéis da narrativa. No entanto a atuação brilhante e cativante de Gael Garcia Bernal dá a este personagem tão inescrupuloso algo que os leitores de antemão talvez não esperassem; humanidade.
Ao final de “Ensaio” me peguei pensando em outro filme que em nada remetia a obra de Fernando Meirelles, “Sin City – Cidade do Pecado” de Robert Rodrigues. São obras tão distintas como vinho e água e eu não conseguia ver o elo entre os dois. No entanto depurando um pouco mais o minha linha de raciocínio eu consigo agora entender como cheguei neste ponto. Assistir ao filme “Sin City – Cidade Do Pecado” sem ter tido a oportunidade de conhecer a HQ de mesmo nome é mais ou menos o que eu acho que deve ser a experiência de ver Ensaio sobre a Cegueira sem ter lido o livro. De forma alguma a leitura prévia impede a degustação, apreciação e interpretação da obra, porém tanto “Sin City” quanto “Ensaio Sobre a Cegueira” são obras cinematográficas que possuem em cada frame da película um dialogo constante com as obras de que se originaram.

Thursday, August 28, 2008

 

You don't mess with the Middle East

Zohan – O Agente Bom de Corte
Diretor: Dennis Dugan
113 min.

Adam Sandler é uma das celebridades cômicas mais carismáticas de Hollywood, já são treze anos de filmes de sucesso. Suas escolhas de projetos nem sempre rendem bons filmes, mas nunca falham na bilheteria tornando Sandler em uma das celebridades mais requisitadas do ramo. Seu último filme “Zohan – O Agente Bom de Corte” [eu ainda vou compreender a necessidade dos Brasileiro de colocar esses subtítulos ridículos] conta a odisséia de um agente da milícia israelense que larga a guerra para se tornar cabeleireiro em Nova York.
Em Israel Zohan (Sandler) colhe os louros da fama, afinal ele é uma imbatível máquina de guerra e todos o amam e o respeitam, porém a insensatez e longevidade da guerra fazem com que ele se canse de tudo e opte por uma carreira mais amena; a de estilista de cabelos. Zohan é sem dúvida um dos personagens cômicos mais cativantes e interessantes dos últimos anos, um mistura entre a brutalidade de Chuck Norris e cara-de-pau de Borat. Nada parece impossível para o personagem que desafia os limites da física em cenas hilárias, como a dele pagando apoio ou perseguindo um jetski a nado. O filme também acerta em algumas piadas politicamente incorretas, principalmente nas discussões calorosas entre palestinos e israelenses e nas milhões de cenas em que todos alimentos são mergulhados em hummus (um tradicional e popular molho árabe). Ao chegar à América Zohan fica conhecido pelos seus cortes retrógrados, pois a revista que ele considerava atual tinha vinte anos de idade, e os “prazeres extracurriculares” que dá à suas clientes entre cada intervalo. E é exatamente neste ponto que o filme falha, a sucessão de piadas de sexo e genitálias são repetitivas e sem criatividade. Mesmo tendo como um dos roteiristas Judd Apatow, o reponsavel pelos ótimos e ousados Ligeiramente Grávidos, Virgem de 40 Anos e Superbad, o filme acaba caminhando para o velho final politicamente correto, com palestinos e israelenses de mãos dadas e esquecendo as brigas do passado dando ao filme um ar infantil, imaturo e covarde.

Wednesday, March 12, 2008

 

Googleismo


"Dentro do que se define como religião pode-se encontrar muitas crenças e filosofias diferentes. As diversas religiões do mundo são de fato muito diferentes entre si. Porém ainda assim é possível estabelecer uma característica em comum entre todas elas. É fato que toda religião possui um sistema de crenças no sobrenatural, geralmente envolvendo divindades ou deuses." - Wikipedia

Sendo assim, vos apresento o Googleismo.

"O Google é minha ferramenta de busca; nada me faltará
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da ignorância, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua opção de SEARCH e o sua PESQUISA AVANÇADA me consolam."

Saturday, March 08, 2008

 

Imagens de Watchmen

Sairam as primeiras imagens do filme Watchmen. O diretor Zack Snyder, responsável por 300, comanda a obra que é inspirada no famoso quadrinho de Alan Moore.
Elenco
Jeffrey Dean Morgan (o Danny Duquette de Grey's Anatomy) vai interpretar "O Comediante"
Carla Gugino (a mãe de Pequenos Espiões) vai interpretar "A 1ª Espectral"
Patrick Wilson (o pai de Pecados Íntimos) vai interpretar "O 2º Coruja"
Jackie Earle Haley (o pedófilo de Pecados Íntimos) vai interpretar "Rorschach"
Matthew Goode (o marido traido de Ponto Final) vai interpretar "Ozymandias"
e finalmente
Billy Crudup (vocalista de Quase Famosos) vai interpretar "Dr. Manhattan".
Imagens:




Friday, March 07, 2008

 

$O$ Saúde


Paris, Texas

Michael Moore é um cineasta que deve, sem dúvida, ser ouvido. No entanto, mais do que apenas ouvido, ele deve ser discutido e analisado pois, assim como expõe, fatos ele acaba por impor concepções; concepções estas que estão suscetíveis a incoerências e unilateralidade. Em $O$ Saúde, o documentarista de maior sucesso comercial analisa e disseca o sistema de seguro saúde norte americano, comparando-o com os sistemas de outros países como França, Grã-Bretanha e Cuba.
O começo do filme reúne algumas pessoas que apesar de estarem "asseguradas" sofrem com contas, filas e procedimentos urgentes negados. Os HMOs, como são nomeados os planos de saúde americanos, desdobram as regras e leis ao máximo para criar um sistema em que as pessoas aceitas sejam monetariamente viáveis. Ou seja, em resumo, se você parece ou dá o menor indício de que pode ficar doente, você não é aceito. Os absurdos e explicações são inacreditáveis, como o exemplo da jovem de 22 anos, que uma vez diagnosticada com câncer cervical, teve o tratamento negado pelo seguro, pois aparentemente era muito nova para apresentar tal doença.
Os abusos são incontáveis, mas o maior talvez seja o do lobby que está por trás dos planos de saúde. Em uma gravação Moore revela uma conversa que envolvia o então presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon. Em detalhes lhe é posto uma proposta de um serviço nacional de saúde em que a meta final é nada mais nada menos que lucrar com os doentes. O impacto dessas palavras frias e desumanas torna-se mais assustador quando nos é mostrado a velocidade em que essa idéia passa do papel para a realidade.
Moore sempre levanta tópicos interessantes e fatos que são desconhecidos à população, isso sempre com uma linguagem moderna e quase sempre com humor; provavelmente o segredo de seu sucesso comercial, enquanto outros documentaristas abordam seus tópicos num caminho mais formal e conservador e por isso menos popular. É preciso ressalvar que Moore é unilateral e sensacionalista, e nem sempre mostra as duas faces da moeda, apenas àquela que lhe beneficia. Ao mostrar os sistemas de saúde de outros países, ele cria uma imagem que provavelmente não corresponde coma a verdadeira. Obviamente que se trata de um serviço de maior qualidade, mas não significa que são "o mar de rosas" descritos no documentário. Termino repetindo o que disse no início do artigo: as obras de Michael Moore são obrigatórias e de extrema relevância social, mas assim como ele disseca o sistema, nós devemos fazer o mesmo com seus filmes.

Thursday, March 06, 2008

 

Ready for a bit of the old ultra-violence


Muitos esperam ansiosamente para ver a última atuação de Heath Ledger como o Coringa no novo filme do Batman, papel que ficou marcado por Jack Nicholson que criou a sua própria versão ao focar sua atenção na comédia e no absurdo. O Coringa de Ledger é calcado na figura dos quadrinhos e sua construção do personagem tem como livro de cabeceira a obra “A Piada Mortal” de Alan Moore, na qual o Coringa aleija e estupra Bárbara Gordon, filha do comissário Gordon e também a Batgirl. Ele depois tortura o policial mostrando fotos do ato para provar para Batman que "qualquer um" pode enlouquecer após um dia ruim.
Citar o nome de Alan Moore é clichê quando se comenta obras em quadrinhos de excelência, mas isso ocorre por um motivo. Ele é o que Shapeskeare foi para o Teatro, o que Aristóteles foi para a poética e o que Hitchcock foi para o cinema, ele é o Olimpo das HQs (historia em quadrinho). Moore foi o primeiro a traçar de forma crível e eficaz um paralelo entre Batman e Coringa. Ambos são frutos de um momento de violência e decidem se tornar figuras das sombras que infringem as leis para conseguirem o que querem. Enquanto um procura por vingança para atingir certa paz interior o outro usa sua insanidade como método de justificar o caos e suas ações. Eles são faces diferentes de uma mesma moeda, sendo o que os separa é o senso de responsabilidade.
Esperem uma atuação demoníaca e insana, uma espécie de mistura entre Alex DeLarge de “Laranja Mecânica” e Hannibal Lecter de “Silêncio dos Inocentes”. O método de Stanislavski diz que o ator deve virar o personagem, descobrir o que ele faz quando está só, o que faz ele rir e todos os seus maneirismos. Não gosto de pensar nos traumas psicológicos que um personagem tão deturpado como o Coringa pode causar em um ator tão dedicado como Heath Ledger.

Estréia nos EUA - 18 Julho 2008
Assista ao trailer do filme aqui

Leitura Obrigatória - Links para download
Cavaleiro das Trevas – Frank Miller
A Piada Mortal – Alan Moore
O Homem Que Ri – Ed Brubaker

 

Compreendendo o mundo com Calvin e Hobbes Parte II


Inteligência, a maior arma dos nerds.

 

Lost Girls - Livro Um


Sexo, Mentiras e Videotape

Desconstrução. Quando penso na palavra, a primeira coisa que vem a cabeça é a melhor forma de distração infantil, LEGO. Diferente dos outros brinquedos que era só abrir e se divertir, o LEGO é um processo, uma lição, um dever a ser feito. Montar a maquete é a parte mais divertida é como no sexo tântrico, em que a graça está em prolongar ao máximo o prazer. Descontruir o brinquedo geralmente era um processo consideravelmente mais rápido, pois não há um objeto final como meta, a não ser um aglomerado de peças no chão. Nunca realizei que da destruição poderia emergir uma outra obra. Essa talvez seja uma das qualidades que mais aprecio nos quadrinhos de Alan Moore, que nunca entrega o projeto que vêm na "caixa". É como se ele conseguisse transformar a bagunça das peças espalhadas no chão em uma bela pintura, uma poesia caótica.
Lost Girls - Livro Um, parceria de Moore e sua mulher, é em sua essência mais básica e simples a história da iniciação sexual de três personagens clássicas da literatura; Alice de "Alice através do Espelho", Wendy de "Peter Pan" e Dorothy de "O Mágico de Oz". No entanto não se iludam com palavras como erotismo, lascivo e picante que encontrei em certas crítica. Elas englobam somente o aspecto das ferramentas que Moore utiliza para realçar o seu verdadeiro tema, a "descontrução" de personagens conhecidos e os mundos que eles habitam.
Syd Field nomeia Ponto de Ataque a ação narrativa que inicia a crise na história. A cena de "Thelma e Louise" em que a personagem de Susan Saradon mata o homem que tentava estuprar a personagem de Gena Davis é um clássico exemplo de inicio de uma "crise". Alan Moore utiliza os pontos de ataque das narrativas dos livros em que se inspirou para criar um paralelo com a iniciação sexual das personagens, como no capitulo "O Tornado" onde Dorothy explica como "se descobriu" em meio a um tornado que assolava sua casa. . O mundo que era de cores mortas e frias passa a ser colorido e quente, assim como na clássica cena do filme. No maravilhoso capítulo "A Casa de Espelho" a incursão sexual de Alice é mostrada a partir de imagens de reflexos de espelhos e objetos de superfície cristalina como vidro, metal e mármore. A arte e o roteiro possuem tanta profundidade e referências que a leitura única é praticamente impossível.



Preço:65,oo na Saraiva

Sunday, March 02, 2008

 

O cheiro do sucesso...


Atualmente tudo que Will Smith toca vira ouro. A união dele a Steven Spielberg, diretor mais conhecido e poderoso no mundo, só pode resultar em um sucesso garantido (e provavelmente vários Oscar). Segundo o site IMDB, há rumores de que os dois planejam trabalhar juntos em um filme chamado "The Trial of the Chicago 7". No elenco ainda se especula que Sacha Baron Cohen (Borat), Kevin Spacey (Beleza Americana) e Jeff Daniels (A Lula e a Baleia) participem do filme, constituindo um elenco de primeira com o já confirmado Philip Seymour Hoffman (Capote). O filme vai contar a história dos protestantes que foram presos em uma passeata contra a Guerra do Vietnã, sendo um deles Bobby Seale, fundador dos Panteras Negras. O roteiro é assinado por Aaron Sorkin, que nunca esconde sua aptidão ao discurso político, vide o fato de ser criador e autor de "The West Wing".

 

Jogos do Poder


Notícias de uma guerra particular

"O que nos temos aqui é uma falha de comunicação". Essa fala foi eternizada em Rebeldia Indomável e serve como explicação para a falta de interesse da maioria dos jovens por política. A habilidade de se comunicar é a ferramenta fundamental da globalização, afinal o maior símbolo dessa geração começa com singelos www. Quem acompanha a grade televisiva americana pode perceber que alguns programas conseguem abordar esses temas de forma original e criativa sem perder o senso crítico. The Daily Show with Jon Stewart e The Colbert Report são talk shows diários que abordam a política de um jeito engraçado e acessível a todos. Além de rir e se distrair não há como o público não aprender uma ou duas coisas sobre os problemas que envolvem a Casa Branca e seus componentes. Esse talvez seja um dos maiores méritos de Jogos do Poder, que consegue ser complicado suficiente ao explorar as várias facetas e jargões da politicagem, mas não o bastante para que o público desista ou se canse de assisti-lo.
De um humor refinado e texto inteligente, o filme conta a história de Charlie Wilson (Tom Hanks), congressista americano que passa boa parte de sua vida cercado por mulheres e uísque. A primeira cena do filme mostra o personagem recebendo a primeira medalha de honra ao mérito dada a um civil, em uma cena dirigida, editada e orquestrada de forma patriótica e emocionante [a lá Michael Bay]. Corte, e então Charlie está pelado em uma jacuzzi na presença de strippers e drogas enquanto ouve Barry White. É uma piada sutil que mostra que o filme não vai abordar nada de forma piegas e ordinária.
Forçado a ir a uma reunião com o presidente do Afeganistão Charlie se vê sugado no caos que o país se encontra. Junto com Gust Avrakotos, interpretado de forma magistral por Phillip Seymour Hoffman, ele pretende ajudar os afegãos a derrubar os helicópteros russos que mutilam a população. Isso ocorre em plena Guerra Fria então tudo tem que ser feito por debaixo dos panos na forma de "convert missions". O filme acaba por explicar o porquê da atual relação conturbada entre Afeganistão e o EUA, que foram aliados na primeira derrota militar da Rússia comunista na guerra que treinou e armou ninguém menos que Osama Bin Laden.


Curiosidade: Aaron Sorkin foi o criador de séries como "The West Wing" e "Studio 60 on the Sunset Street". "The West Wing" ficou sete anos no ar, um feito maravilhoso se considerarmos o fato de que se trata de uma série política, enquanto ninguém consegue entender como "Studio 60", que conta os bastidores de programas como Saturday Night Live, não passou de seu primeiro ano.

Momento para a eternidade: Gust e Charlie conversam sobre o futuro do Afeganistão. Gust alerta que se eles abandonarem os aliados agora em breve os amigos virarão inimigos.

This page is powered by Blogger. Isn't yours?